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Ateliê Subterrânea 2009

A exposição “Ateliê Subterrânea 2009” será inaugurada neste sábado, 7 de novembro, às 19h, no subsolo, nº 745, da Av. Independência, em Porto Alegre


Na mostra, os integrantes do Atelier Subterrânea, composto pelos artistas Adauany Zimovski, Gabriel Netto, Guilherme Dable, James Zortéa, Lilian Maus e Túlio Pinto, exibem suas produções recentes.
   Embora o Atelier Subterrânea não seja um coletivo de artistas que atua exclusivamente por um ideal de arte comum, há um interesse em direção ao desenho, que pode ser vislumbrado na pluralidade poética das obras expostas. O aspecto performático do desenho é explorado de forma bastante diversa por Guilherme Dable e Gabriel Netto. James Zortéa, por sua vez, pesquisa as intersecções entre vídeo e desenho. Túlio Pinto utiliza-se do desenho para construir suas esculturas. Lilian Maus e Adauany Zimovski exploram os estados temporários do desenho, capturando imagens do cotidiano para então transfigurá-las em suas obras.
   Durante a abertura da mostra, a partir das 21h30min, haverá sorteio das obras doadas pelos artistas (números a R$ 5).
  
Serviço: Abertura 7 de novembro, sábado, às 19h (entrada franca) / Conversa com artistas: 21 d novembro, sábado, às 16h (mediação de Alexandre Santos) / Local: Atelier Subterrânea (Av. Independência, 745/Subsolo - Porto Alegre) / Encerramento: 28 de novembro de 2009 / Visitação de segunda a sábado, das 14h às 19h / flickr.com/ateliersubterranea / twitter.com/subterranea745 / www.subterranea.art.br

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XI Festival Internacional de Cinema de Brasília rende homenagem à França

O evento, que integra a programação do Ano da França no Brasil, brinda o público com uma mostra do atual cinema francês

A XI edição do Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC Brasília) foi aberta no dia 4 de novembro com um coquetel para cerca de duas mil pessoas, na Academia de Tênis José Farani. Dentro da programação do Ano da França no Brasil, o tradicional festival rende homenagem à França, com a “Mostra de Cinema da França”, que apresentará produções importantes da atual cinemateca francesa.
   A noite de abertura teve o longa-metragem A Fita Branca, de Michael Haneke, uma co-produção franco-alemã, premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes (França) este ano. No encerramento do festival, o público poderá conferir o aguardado longa “Coco Chanel & Igor Stravinsky”, de Jan Kounen, ambientado na França de 1913.
Foto Glauber Fernandes / Entrelinhas    O público que lotou a sala de espetáculos da Academia de Tênis aprovou a variedade do festival, que reverencia ainda a produção cinematográfica de outros países, além da nacional. “Acho importante essa interação com outras culturas proporcionada pelo cinema. Temos poucos eventos culturais acessíveis na cidade, e os festivais têm ainda a vantagem de trazer filmes alternativos aos exibidos no circuito comercial”, destacou a assistente de produção Gehysa Garcia, 25 anos. O assessor de comunicação Andrei Teixeira, 33 anos, destacou a participação francesa no festival. “Acho importante essa troca cultural entre a França e o Brasil. A junção entre esses dois países, com tantas coisas em comum, pode trazer coisas boas em vários âmbitos”, avaliou.
   Gerente de Intercâmbio e Programas Especiais do Ministério da Cultura, Rodrigo Galletti ressaltou a importância do festival e a homenagem à França. “O FIC sempre foi um evento de qualidade, com excelentes filmes. Tal característica se encaixa perfeitamente com a proposta do Ano da França no Brasil de trazer ao público brasileiro espetáculos de destaque e conteúdo, como prova a mostra francesa que será exibida aqui”, frisou Galletti.
   Para a adida cultural adjunta da Embaixada da França no Brasil, Chantal Haage, o FIC é uma ótima oportunidade de mostrar o olhar francês sobre o cinema da atualidade. “Todos os filmes que serão exibidos são bem recentes, e realizados por importantes nomes da atual cinemateca francesa. São filmes realmente interessantes, que encerram com chave de ouro este último mês de programação do Ano da França no Brasil”, afirmou a adida cultural.
  
Serviço: XI Festival Internacional de Cinema de Brasília 2009 (FIC Brasília 2009) / Data: 4 a 15 de novembro / Local: Academia de Tênis José Farani – ingressos a R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia) / O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) também participa do Festival, com ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia) / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br / www.ficbrasilia.com.br

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Prêmio Jabuti homenageia literatura francesa

Tradicional festa de premiação cria categoria especial para o Ano da França no Brasil

A 51.ª edição do Prêmio Jabuti, celebração mais tradicional da literatura brasileira, foi realizada na noite de 4 de novembro na Sala São Paulo, centro da capital paulista, e teve a França como homenageada especial. Em razão das celebrações oficiais do Ano da França no Brasil, o evento criou uma categoria especial, só para esta edição, que premiou a "Melhor Tradução de Obra Literária Francês - Português".
   O vencedor da categoria foi a tradução de "O Conde de Monte Cristo", obra de Alexandre Dumas e traduzida por André Telles e Rodrigo Lacerda, pela Jorge Zahar Editora. O segundo prêmio ficou com "Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada", de Rachid Boudjedra, editora Estação Liberdade, com tradução de Flávia Nascimento. Em terceiro, "A Elegância do Ouriço", de Muriel Barbery, editora Schwarcz, convertido em português por Rosa Freire d'Aguiar.
   Os vencedores já eram conhecidos por todos desde setembro, e apenas dois prêmios (melhores Ficção e Não-Ficção) foram mantidos sob sigilo. A melhor tradução francês-português foi a única a premiar os vencedores com o prêmio de R$ 6 mil, enquanto as demais receberam a metade. Ao total, foram escolhidos 21 vencedores nas mais diversas categorias. Apresentado pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e com intervenções literárias do ator Mauro Mendonça, a organização do evento também comemorou um recorde de inscrições em um ano de crise econômica: foram 2574, um aumento de cerca de 20% em relação a 2008.
Foto Reinaldo Canato / Entrelinhas    O prêmio "Melhor Tradução de Obra Literária Francês-Português" foi entregue pelo presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, Danilo Santos de Miranda. "O fato de se homenagear uma obra francesa por ocasião da entrega desse tradicional prêmio é sem dúvida uma ocasião muito especial. O Ano da França no Brasil se sente muito bem homenageado e representado por integrar esta que é a grande celebração do livro e na literatura no Brasil", afirmou.
   Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) comentou o sucesso da criação dessa categoria especial. "Quando anunciamos sua criação, tivemos a agradável surpresa de ver a quantidade de inscrições. Foram cerca de 30 livros, um número muito significativo em um espaço de tempo muito curto. Percebeu-se também uma adesão muito rápida dos editores, que pretendem agora publicar mais livros franceses, pois houve uma aceitação muito grande do público", afirmou. Segundo Rosely, o francês é a segunda língua mais traduzida no mercado editorial brasileiro, que conta com uma fatia de 30% de obras estrangeiras.
   O adido de Cooperação e Ação Cultural do Consulado da França em São Paulo, Jean-Martin Tidori, que presenteou o segundo colocado, ressaltou que a participação francesa no Jabuti contribui para o interesse do público brasileiro por livros franceses, que voltou a aumentar nos últimos anos. "Havia duas possibilidades: criar um novo prêmio ou participar de um já existente. Percebeu-se que haveria mais divulgação em integrar-se no Prêmio Jabuti, o que foi sem dúvida a melhor opção. É muito importante participarmos da tradição desse evento, já que o francês faz parte das raízes da literatura e cultura brasileiras", explicou.
   Por sua vez, o adido para a promoção do livro do Consulado-Geral da França no Rio de Janeiro e diretor da Mediateca da Maison de France, Jérémie Desjardins, que entregou o prêmio de terceiro colocado, afirmou que a tradução francês-português tem longa tradição. "Ajudamos a CBL a financiar o prêmio, e assim é a primeira vez que o Jabuti abre uma exceção para um ano comemorativo ou para um país estrangeiro", afirmou. Segundo Desjardins, uma média de 400 a 500 títulos franceses são comprados por ano pelo mercado nacional - o que não significa que são publicados. O projeto do Ano da França contribuiu com a compra de mais 100 deles, aumentando significativamente a fatia das obras francesas no circuito.
   Outros prêmios
   Nas demais categorias, o grande vencedor da noite foi o escritor gaúcho Moacyr Scliar, que venceu nas categorias "Ficção" e "Romance" pela obra Manual da Paixão Solitária (Companhia das Letras). O prêmio "Não Ficção" foi para "Monteiro Lobato: Livro a Livro", da editora Unesp, organizado pela professora e crítica literária Marisa Lajolo e pelo professor José Luís Ceccantini - vencedores também na categoria "Teoria/Crítica Literária".
   O curador do Prêmio Jabuti José Luiz Goldfard admitiu que havia uma preocupação inicial com a crise econômica, que foi amplamente superada. "Além do o recorde de inscritos, mantivemos a qualidade, pois as disputas foram bem acirradas, os jurados tiveram dificuldades para definir os ganhadores. Em relação ao Ano da França no Brasil, a influência francesa faz parte de nossa cultura. O Jabuti se mostrou antenado ao criar uma categoria só para este ano. Tanto as obras que ganharam quanto as que perderam, houve uma variedade de clássicos traduzidos por nomes de altíssimo nível. Mostra a presença atual dos autores franceses, sem ficar só nas grandes referências do passado", afirmou.
   O Prêmio Jabuti foi organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e contou com o patrocínio de Reed Exhibitions, Alcântara Machado e apoio da Prol, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Fundação Osesp, Sala São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Governo Federal do Brasil e República Francesa. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo

Jornais, revistas, fotos, vídeo e ilustrações contam as trajetórias e influências da imprensa imigrante em São Paulo

O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo apresentará a partir do próximo dia 14, a exposição “A Imprensa Imigrante em São Paulo”. O público terá a oportunidade de conhecer como eram produzidos os periódicos do século XIX e a trajetória de diversos jornais e revistas que tiveram e ainda possuem importantes influências, políticas, sociais e culturais na sociedade paulista. A curadoria é do historiador e jornalista, Marcelo Cintra.
   A mostra contará com mais de 50 exemplares de jornais e revistas do século XIX, XX e XXI produzidos por pessoas das comunidades imigrantes em São Paulo, além de equipamentos originais antigos utilizados para a confecção dos impressos, como as máquinas de escrever, prensas, máquinas de impressão, pautadeira, linotipo e clichês utilizados na redação do Jornal “Fanfulla”, fundado pelo jornalista Vitaliano Rotellini em 1893.
   Entre os impressos originais, reproduções e fotografias estarão o italiano - Fanfulla (1893), o português- Portugal Democrático (1956), o alemão- Deutsche Zeitung (1897), o espanhol - El Diário Español (1912), a revista tcheca - Slovan (1915), o primeiro jornal japonês - Shukan Nambei (1916), o árabe - Al Afkar (1903) o lituânio- Musu Lietuva (1948) e diversos italianos, espanhóis, búlgaros, tchecos, húngaros, lituanos, alemães, portugueses, árabes, da comunidade judaica, entre outros. A exposição também exibe ilustrações e caricaturas retratadas pelo desenhista, caricaturista e jornalista português, Rafael Bordalo Pinheiro no jornal “O Mosquito” (1875), um dos primeiros pasquins do país.
   Segundo a coordenadora de Projetos do memorial do Imigrante, Soraya Moura a mostra é interativa e conta com o manuseio dos materiais. “Criamos um catálogo da exposição em formato de jornal que traça um panorama sobre a história e curiosidades dos periódicos expostos. Além disso, os visitantes poderão levar para casa exemplares que ainda circulam em São Paulo, como a Revista Chams, da comunidade árabe, fundada na década de 50 e o jornal Mundo Lusíada criado em 1997 como um informativo para a colônia portuguesa. Todo o material de pesquisa que foi utilizado para a produção da mostra será transformado em um livro com publicação prevista para 2010.”
   De acordo com o curador Marcelo Cintra , a mostra é um resgate da história da imprensa em São Paulo. “Os impressos escritos em língua estrangeira e voltados para o público específico das comunidades imigrantes exerciam, ao lado das fundações, associações, clubes e igrejas, o papel de preservadores dos valores culturais e de inserção do imigrante no novo contexto social. Hoje, na capital paulista ainda circulam mais de 30 títulos da imprensa imigrante que imprimem mais de 500 mil exemplares”, acrescenta Cintra.
   Curiosidades - O “Farol Paulistano” (1827) foi o primeiro periódico publicado na cidade de São Paulo. De 1870 até 1940 existiram 500 publicações italianas no Brasil, sendo quase 300 em São Paulo.
   As primeiras publicações operárias em São Paulo foram escritas em italiano: Il Messagero, de Bertolotti, em 1891, e Gli Schiavi Bianchi em 1892, dirigido por Galileo Botti, seguidas por La Giustizia, em 1893. Ofertas de emprego, moradia, serviços médicos, farmácias , remédios, hotelaria e comércio em geral ocupavam boa parte dos espaços reservados aos anúncios das publicações.
 
 Serviço - Exposição: “A Imprensa Imigrante em São Paulo” / De 14/11/09 a 20/12/09 / Local: Memorial do Imigrante / Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866 / Ingressos: R$ 4,00 e ½ entrada para estudantes (entrada gratuita no último sábado do mês) / Aberto: De terça a domingo (inclusive aos feriados) / Horário: 10h às 17h / www.memorialdoimigrante.org.br

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Ano da França no Brasil relembra Montaigne

Homenagem ao escritor é feita em João Pessoa

O Ano da França no Brasil permitiu aos pessoenses uma viagem no tempo para conhecer um dos principais escritores franceses e mundiais: Michel de Montaigne. O autor dos famosos "Ensaios" é o tema do colóquio "Montaigne e seu tempo" que está sendo realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), dos dias 3 a 6 de novembro, organizado pelo professor do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DLEM) da UFPB, José Alexandrino. "Esse evento representa a inserção da UFPB no Ano da França no Brasil", lembra ele.
   Estudioso de Montaigne há vários anos, Alexandrino destaca que as ideias do escritor são ainda atuais, embora ele tenha vivido no século XVI e não seja tão estudado quanto merece. "Montaigne desejava um homem mais livre, menos preconceituoso, mais sensato, mais feliz, aceitando os próprios limites e procurando cada vez mais o saber viver e a sabedoria", afirmou Alexandrino. Ele comemora o fato de que os estudos sobre o escritor francês, que nasceu em 1533 e morreu em 1592, estão sendo retomados na universidade brasileira. O Ano da França no Brasil e o colóquio "Montaigne e seu tempo" possibilitaram um encontro desses estudiosos.
   Assim, durante quatro dias, Montaigne será o objeto de discussão de pesquisadores vindos do Brasil e dos Estados Unidos. O colóquio trouxe para a Paraíba pesquisadores como Telma Birchal (Universidade Federal de Minas Gerais), que realizou a conferência de abertura do evento; o conhecido teórico da literatura Luiz Costa Lima (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro); Celso Azar Filho (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro); e Philippe Desan (Universidade de Chicago). Também estarão presentes pesquisadores locais da UFPB, como João Batista de Brito, Wellington Pereira e Milton Marques Jr.
   "Trata-se de um colóquio interdisciplinar, com uma perspectiva de abrir, e não de fechar os estudos", afirma Alexandrino. "É importante marcar esse intercâmbio franco-brasileiro, sobretudo no Ano da França no Brasil. A idéia é gerar uma espécie de dinâmica intelectual e coletiva na nossa universidade."
   O encontro também conta com uma presença inesperada: lideranças indígenas da Baía da Traição, na Paraíba. Essa foi a forma encontrada de renovar a aliança simbólica que existiu no litoral nordestino entre índios e franceses, no século XVI. A visita dos índios potiguaras aconteceu durante a inauguração da réplica da torre e da biblioteca do escritor francês, que foram construídas na Biblioteca Central da UFPB. A exposição/instalação "Um passeio ao universo do escritor francês Michel de Montaigne" estará aberta ao público até o dia 11 de dezembro.
   Para Alexandrino, a biblioteca de Montaigne - chamada por ele de "livraria" - é a mais original de todas, por ser ela mesma um livro. No teto, o escritor escreveu várias frases que lhe serviam de inspiração em todos os momentos, de trabalho e de repouso. O projeto foi financiado pela Embaixada da França no Brasil e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
   O público que participou da abertura do colóquio, na manhã do dia 03 de novembro, se dividiu entre os admiradores de Montaigne e aqueles que ainda não conheciam o escritor. Todos saíram satisfeitos com a realização de um evento destinado exclusivamente ao pensador francês. "Montaigne está muito presente na literatura, na forma do mito do bom selvagem e do mau selvagem", lembra a professora de literatura da UFPB Maria Luíza Teixeira Batista. "Além disso, muito antes de Freud, Montaigne destacou o fato de que somos retalhos, de que o ser humano não é um ser completo, mas fragmentado", acrescentou.
   Para os estudante-23s, o colóquio representa sobretudo uma descoberta. "Dá para ver que Montaigne foi uma pessoa que tocou em questões que ainda são discutidas hoje. Foi um visionário. Eu já conhecia algo sobre ele, mas agora estou com uma noção mais profunda", afirmou o estudante de letras João Paulo Paixão, 21 anos. Luiz Gonzaga da Silva Neto, 22 anos, também estudante de letras, foi outro que se espantou com a atualidade de Montaigne. "Eu não o conhecia. Ele tem laços estreitos com o Brasil." Para Luiz Gonzaga, o Ano da França no Brasil é um modo de reforçar uma aproximação que já existe entre os dois países. "É uma troca de conhecimentos boa para os dois lados, que já compartilham muito desde sempre." / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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SESC Santos recebe o coreógrafo francês Allain Buffard

A cidade de Santos, em São Paulo, é a capital brasileira de dança entre os dias 1.º e 8 de novembro

A Bienal Sesc de Dança, evento que integra as comemorações oficiais do Ano da França no Brasil, conta com a participação de 38 companhias, entre elas, as francesas Allain Buffard e o Ballet de Lorraine. Serão, ao todo, 104 espetáculos em diferentes pontos da cidade litorânea.
   No dia 3 de novembro quem subiu aos palcos do SESC Santos foi o grupo de Allain Buffard. O espetéculo, “(Not) a love Song” surpreendeu o público através de sua orginalidade. Afinal, mais do que a dança, Allain explorou a voz dos artistas de seu grupo, que cantam e falam seis idiomas diferentes em cena. O resultado final, como o próprio Buffard denomina, é um musical trágico. “São quatro artistas em cena, de diferentes nacionalidades. Na busca pelos intérpretes me preocupei com essa capacidade multidisciplinary”, explica o coreógrafo.
   O grupo que segue caminho para o Rio de Janeiro já fez apresentações em Belo Horizonte, Recife e Fortaleza. “É minha terceira vez no Brasil, mas não conheço o Rio, estou bastante animado”, comentou o americano Miguel Gutierrez, intérprete do espetáculo. “Como artista acho muito fundamental poder assistir trabalhos de outras culturas e também estar em contato com um público diferente. Vivenciar experiências novas é sempre enriquecedor!”, afirmou.
   As amigas Ana Carolina Aquino e Daphini Lima Moraes, ambas estudantes, adoraram o espetáculo. “É bem diferente, moderno. Gostei bastante. Trabalha todos os sentidos”, comenta Ana Carolina. “Tenho visto vários espetáculos que estão dentro da programação do Ano da França no Brasil. Não conheço a França mas acho muito uma oportunidade única a realização de diferentes projetos culturais desse país por aqui”.
   A plateia também era composta por bailarinos de outras companhias que aproveitaram a oportunidade para conhecer o trabalho de Allain. “Acho muito rico para o desenvolvimento cultural do país a possibilidade de receber tantos trabalhos franceses de uma só vez”, comenta a bailarina Gisele Farias, de 21 anos, que participa do festival. “Já fui a alguns eventos do Ano da França no Brasil e gostei de todos”.
   Quem também apreciou o espetáculo foi a bailarina Laura Bruno, que está na Bienal com o espetáculo Ensaio, do Projeto DR. “Adorei a mistura de linguagens e as referências ao cinema. É sempre um prazer acompanhar espetáculos franceses por aqui”, revelou. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br / www.mostrasescdeartes.com.br

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Galeria Bia Doria recebe exposição de Carlos Páez Vilaró

Galeria Bia Doria recebe a partir do próximo dia 10, exposição de obras do renomado pintor uruguaio Carlos Páez Vilaró.

A Mostra contará com 47 telas e ficará aberta ao público até o dia 29 de novembro. “É uma imensa honra promover uma exposição do Páez Vilaró. Sou uma grande admiradora de seu trabalho” declara a artista plástica Bia Doria. “As pessoas terão a oportunidade de conferir de perto toda a criatividade e vivacidade desse brilhante artista”, finaliza.

   A pintura de Vilaró é retrato das paisagens e culturas que lhe causaram impacto por suas experiências pelo mundo. Vilaró usou essas influências como forma de enriquecimento cultural. Autodidata, ignorou regras preestabelecidas e buscou trilhar seu caminho com total liberdade de estilo.

   Sobre Carlos Páez Vilaró - Nascido em 1923, em Montevidéu, Uruguai, Carlos Páez Vilaró é hoje um dos mais reconhecidos artistas plásticos ao redor do mundo. Escultor, pintor, ceramista e arquiteto, Vilaró criou murais e esculturas para diversos escritórios governamentais e corporativos, residências e tantos outros edifícios. Entre suas obras mais conhecidas está a Capela de San Isidro, em Buenos Aires.

   A arte de Vilaró iniciou-se em 1939, quando ainda jovem mostrou interesse pelo universo do desenho. Partiu para Buenos Aires, na Argentina, onde trabalhou como aprendiz de pintor em uma área industrial do centro da capital. No final de 1940, já de volta à sua cidade natal, dedicou-se ao estudo da cultura afro-uruguaia especificamente as danças “Candombé” e “Comparsa”. A partir dessa experiência, com extrema dedicação e paixão pelo tema afro-oriental, Vilaró se entregou totalmente à pintura e decoração dos candombes, incentivando e dirigindo o movimento folclórico.

   Viajou a todos os países onde a negritude tinha presença marcante: Brasil, Senegal, Congo, República Dominicana, Haiti, Camarões, Nigéria, entre outros. Anos mais tarde, já radicado em Punta Ballena, há aproximadamente 100 km de Punta de Leste, o artista modelou com as próprias mãos a Casapueblo, uma espécie de casa, atelier, museu e hotel, que hoje é visita obrigatória dos turistas que viajam ao Uruguai.

   Carlos Páez Vilaró rompe com as regras e tradições em tudo o que faz. Em seus trabalhos permite-se utilizar materiais diversos, sem seguir uma linha específica. E, com lealdade, mantém a influência africana em sua vida e carreira. Mais informações no site oficial: www.carlospaezvilaro.com

   Galeria Bia Doria Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1802 / Jd Europa - São Paulo / (11) 3063.0577 e 3063.0572 /  galeria@galeriabiadoria.com.br / www.biadoria.com.br

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Escultura “Esfera” é a mais nova obra no acervo do Projeto Arte no Metrô

Instalada na estação do metrô Santos-Imigrantes, a escultura “Esfera”, do artista Marcos Garrot, passa a integrar a verdadeira galeria de arte que existe no subterrâneo da capital paulista

Foto: Metrô

Desde a semana passada, os usuários que passam diariamente pela estação do Santos-Imigrantes do metrô paulista podem conferir mais uma obra de arte do acervo do Projeto Arte no Metro, que atualmente reúne 89 obras de cerca de 62 artistas brasileiros, em 33 estações.
   Trata-se da escultura “Esfera”, do artista plástico Marcos Garrot. A obra, com dois metros de diâmetro, composta por nove círculos de chapas de ferro unidos em um eixo, e pintada nas cores bronze e cobre – cria contrastes entre “claro” e “escuro”, “pesado” e “leve”, “fechado” e “vazado”. A proposta é provocar questionamentos sobre o que se “vê” e o que “se percebe” – a escultura estática movimenta-se com elegância na imaginação dos cidadãos que viajam pelos trens do metrô.
   O projeto Arte no Metrô insere-se no conceito mundialmente aplicado, de utilizar o espaço público para levar a arte à população. Em todo o mundo, as manifestações artísticas e os projetos inovadores de arquitetura estão vinculados aos sistemas de metrô. Alguns deles, em lugares como Moscou e São Petersburgo (Rússia), Lille (França), Madri (Espanha), Estocolmo (Suécia) e Vancouver (Canadá), são verdadeiras expressões criativas traduzidas em elaboradas concepções arquitêonicas, murais, esculturas, pinturas, instalações e outras intervenções.
   Em São Paulo, a Companhia do Metropolitano de São Paulo, empresa que gerencia o sistema, formalizou o projeto "Arte no Metrô" em 1988, quando passou a organizar o acervo de obras de arte. As estações já são concebidas prevendo-se, antes, a interferência artística.
   O trabalho do artista Marcos Garrot dialoga com as formas geométricas, valendo-se dos conceitos de translação, rotação, reflexão e reflexão transladada. Suas obras transcendem a racionalidade e oferecem apelo mimético, apresentando múltiplas e sutis mensagens, que nascem da confusão/ilusão visual, dando ao observador novas possibilidades de interpretação. Estes conceitos foram transferidos para as chapas de ferro interpostas que a compõem a “Esfera”, às quais o artista deu dimensão e poder visual.

   Serviço: Estação Santos-Imigrantes do Metrô / Rua Saioá, esquina com Avenida Dr. Ricardo Jafet – Ipiranga / São Paulo SP Brasil / www.garrot.com.br

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“Station Brésil” une as músicas francesa e brasileira

Ano da França no Brasil leva o pop francês para João Pessoa

Um encontro apaixonado entre a música francesa e a música brasileira marcou a abertura do “Station Brésil”, na capital paraibana, na noite de 1º de novembro. Parte da programação do Ano da França no Brasil, o festival tem como objetivo reunir num mesmo palco artistas franceses e brasileiros, em uma fusão de ritmos e culturas. Os shows, que reúnem 22 músicos brasileiros e seis franceses, também vão acontecer este mês em Recife (03), Brasília (10) e São Paulo (14).
   No primeiro dia do “Station Brésil”, centenas de pessoenses puderam conhecer os músicos franceses Louis Bertignac, Spleen, Mathieu Boogaerts e Jeanne Cherhal, que se apresentaram ao lado dos brasileiros Zélia Duncan, Cibelle Cavalli, Orquestra Sanhauá e Banda de Pífanos. “A idéia foi criar um ponto de encontro para os artistas, seja a partir de afinidades ou o contrário”, explicou o francês Matthieu Rougé, músico, produtor, idealizador do festival e um dos seus curadores, juntamente com o compositor e produtor musical brasileiro Paulo Lepetit.

Foto Rizemberg Felipe / Entrelinhas
   A primeira a subir ao palco foi a Banda de Pífanos, que brindou o público com música nordestina e o som de instrumentos bem conhecidos da população, como o tarol, o triângulo, o surdo e a zabumba. Logo Jeanne Cherhal entrou em cena para realizar a mistura da música pop contemporânea francesa com o som do Nordeste. “Nós trabalhamos com ritmos diferentes, mas pudemos encontrar um ponto de encontro”, comemorou a cantora francesa. Premiada como artista revelação na França, Jeanne encantou os presentes com sua voz doce. “A recepção do público foi muito calorosa, mesmo eles não conhecendo ainda minha música.”
   Em seguida, o cantor francês Spleen incendiou o palco e o público, acompanhado da brasileira Cibelle Cavalli, que mora em Londres desde 2002. Cantando em francês e em inglês, Spleen realizou uma performance explosiva, com ritmos inspirados no blues e no hip hop. “Além de poder mostrar meu trabalho, estou muito feliz por encontrar uma cultura que eu amo e que completa a cultura francesa.” Velho conhecido de Cibelle, os dois encontraram facilmente a harmonia no palco. A cantora é bastante influenciada pela bossa nova e por artistas como Nina Simone e Björk.
   A animação do público não diminuiu com a entrada em cena da paraibana Orquestra Sanhauá, que terminou a apresentação com o frevo “Vassourinhas”, abrindo caminho para Mathieu Boogaerts, com seu som que é uma mistura de reggae, electro rock, rap e funk rock. “Eu me sinto privilegiado por estar aqui. Adoro essa ideia de intercâmbio de culturas, em qualquer país do mundo”, opinou Boogaerts. Ele não dispensou uma intérprete para as palavras trocadas com o público que, no entanto, não precisou de tradução na hora de apreciar suas canções.
   Por último, subiram ao palco o rock e a voz profunda de Louis Bertignac, considerado o padrinho da nova cena musical francesa e um dos principais guitarristas do país, e Zélia Duncan. Depois de presentear o público com algumas de suas canções mais conhecidas, Zélia se lançou em um duo com Bertignac, interpretando duas canções dos Beatles – “Something in the way she moves” e “A hard day’s night”. Bertignac ressaltou o caráter universal do evento. “O rock and roll não é brasileiro ou francês. Ele é universal”, afirmou. “Esta é uma oportunidade única da gente viver. A música é imediata; não é preciso saber uma língua para entender uma música”, completou Zélia.
   Para Gaëlle Massicot Bitty, da CulturesFrance, a abertura do “Station Brésil” é mais um motivo para comemorar a programação do Ano da França no Brasil. A CulturesFrance é um órgão ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, responsável pelo intercâmbio cultural entre os dois países. “Nós pudemos realizar cruzamentos culturais inéditos e criar laços entre a França e o Brasil. Todas as estéticas estão presentes e está funcionando muito bem”, afirmou. Rodrigo Galletti, do Ministério da Cultura, também elogiou a noite e ficou encantado com a adesão dos pessoenses. “Foi surpreendente e muito acima de nossas expectativas.”
   Para o público, os shows de música francesa foram certamente uma surpresa e uma descoberta encantadora. A barreira lingüística não impediu as centenas de pessoas de se deixarem levar pela energia de Spleen, a experiência de Bertignac, a doçura de Jeanne e a delicadeza de Mathieu. Para as estudantes Marina Borges e Vanessa Vieira, ambas de 16 anos, a qualidade da música francesa foi surpreendente. “A gente não conhecia e adorou. Foi uma oportunidade inesquecível”, disse Marina. “Foi um ótimo investimento. Depois dessa noite, passei a conhecer muito melhor a música francesa”, afirmou o estudante Victor de Oliveira, 18 anos. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Bienal SESC de Dança recebe grupos franceses

Dentro do calendário do Ano da França no Brasil o SESC Santos recebe o Ballet de Lorraine e Allain Buffard

Com cerca de 10 horas de dança por dia, a sexta edição da Bienal SESC de Dança reune 38 companhias de dança de dez estados brasileiros e de dois países: França e Suíça. Entre 1 e 8 de novembro serão apresentados o número recorde de 104 espetáculos.
Foto reinaldo Canato / Entrelinhas    O evento faz parte do Ano da França no Brasil e na sua noite da abertura contou com a apresentação do Ballet de Lorraine. O grupo apresentou sete coreografias dentro do espetáculo Petites Formes – La Nuit des Interprêtes.
   A bailarina Florence Viennot elogiaou o público brasileiro, sempre animado. Opinião também partilhada pelo coreografo Didier Deschamps. “É um público muito curioso e participativo”, garante. Essa é a segunda vez que o Ballet de Lorraine vem ao país, mas foi a primeira visita de Didier. “Fiquei muito feliz quando recebemos o convite para fazer parte do Ano da França no Brasil. Uma grande iniciativa enriquecedora para os artistas que conhecem uma realidade diferente. Uma boa forma de aprender como os trabalhos são feitos por aqui, quais os desafios e as ideias dos profissionais brasileiros.”
   O coreografo francês Allain Buffard também está na bienal com o espetáculo “Not a love song”, que trabalha seis línguas diferentes, inclusive o português. “É um trabalho bastante teatral. É a minha quarta vez no Brasil, e acho que cada região tem um público que reage de maneira diferente. Belo Horizonte é diferente de Santos, por exemplo”, explica Allain.
O gerente do SESC Santos, Luiz Ernesto Figueiredo Neto, explica que a bienal é uma tradição da cidade, bastabte receptiva aos espetáculos de dança. “O público já se prepara para a bienal, que ocorre no segundo semestre. Por isso, já não temos ingressos para algumas apresentações como é o caso do Ballet de Lorraine.”
   Wilma Andrade e a amiga Maria Zilda da Cruz, ambas professoras universitárias, foram juntas ao ballet. “Ficamos sabendo do ballet na Aliança Francesa e viemos”, explica Wilma. As duas são amantes da França e adoraram a oportunidade de ver, em casa, grupos franceses famosos. “Já fomos algumas vezes a Paris ver espetáculos como esse. Vê-los aqui em Santos é muito bom”, garante Maria Zilda. “Também fui a São Paulo ver a exposição de Matisse no Ano da França no Brasil e adorei!”
   O advogado Anselmo di Luccio levou a filha Júlia di Luccio, de 8 anos, para assistir o Ballet de Lorraine. “Sou bailarina e queria ver o espetáculo”, contou a garota. Para Anselmo, o intercâmbio entre as culturas promovido pelo Ano da França no Brasil é muito positivo. “Nada melhor do que a arte para aproximar dois países culturalmente e economicamente tão diferentes.” / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Mostra do Cinema Francês Contemporâneo chega em Palmas
A Mostra vai até o dia 14 de novembro todas as quintas, sextas e sábados, em sessões às 16h e às 19h30. Na cerimônia de abertura, foi realizado um debate após a exibição do filme, no qual os espectadores puderam fazer perguntas ao diretor. Em seguida, foi realizado um coquetel de confraternização

Teve início na noite de 29 de outubro a etapa de Palmas da Mostra do Cinema Francês Contemporâneo, com a exibição do filme “A França” (La France), de Serge Bozon. O evento, que integra o calendário oficial de celebrações do Ano da França no Brasil, contou com forte presença do público tocantinense, que lotou a sala de cinema do Centro de atividades do SESC local na noite de abertura do evento. Ao total, serão exibidos oito filmes na Mostra, todos realizados a partir do início deste século e que não tenham sido colocados em cartaz no país.

O conselheiro de cooperação e ação cultural da Embaixada da França no Brasil, Pierre Colombier, compareceu ao Festival e ressaltou a importância do Ano da França no Brasil divulgar eventos em diversas regiões do país. “Esse festival está programado para acontecer em diversas cidades em todo o país. O interesse nesse tipo de manifestação é de encontrar um novo público, longe dos circuitos culturais mais tradicionais e também mostrar uma visão mais clara da França contemporânea, diversa, completa e original”, disse.

Presença do diretor francês Serge Bozon em Palmas / Foto Shara rezende / Entrelinhas
   O diretor Serge Bozon, que se encantou com a cidade de Palmas, não escondia sua satisfação de poder exibir seu filme fora do circuito Rio-São Paulo. “É muito raro para nós diretores estarmos em locais menos familiares. Isso nos permite conhecer um público diferente. “A França” (La France) é um filme um tanto estranho para os padrões comerciais, é um pouco inquieto e surpreende os desavisados”, afirmou Bozon.
   De acordo com Marco Antônio Monteiro, diretor-regional do SESC, a cidade está recebendo um presente com a vinda da mostra. “A linha de trabalho de cinema do SESC é privilegiar uma produção mais voltada ao cultural, isso permeou o critério de escolha dos filmes. É um privilégio para o SESC essa parceria com o Ano da França do Brasil. E a cada evento como esse, incrementamos plateia e aumentamos o interesse pelo cinema”.
   Plateia - O público presente no Centro de Atividades do SESC de Palmas foi composto por muitos jovens, a maior parte de estudantes universitários e professores. Foi o caso de Renata Pereira Rios, professora de Linguística, que afirmou que seu interesse pela produção cinematográfica francesa foi despertado através da Mostra. “O filme “A França” para mim se mostrou inovador por colocar o ponto de vista de uma mulher em um contexto de guerra. Vários filmes desse tipo colocam a mulher sem ter contato com aquela realidade. O filme lembra que a guerra nos faz perder o lado poético da vida, e isso percebemos pela visão da personagem principal do filme”, afirmou a professora, fazendo referência à protagonista Camille, vivida pela atriz Sylvie Testud.
   Gabriel Dias de Souza é produtor cultural na cidade e destaca a dificuldade de se obter filmes não-comerciais tanto nos cinemas quanto nas locadoras. “A cultura de filmes franceses em Palmas é difícil de cultivar. Para adquiri-los, só indo a cidades maiores. Isso não ocorre só com os filmes franceses, porque só os blockbusters têm espaço aqui. Eventos como esse são raros na região, por isso são importantes e muito bem-vindos”, afirmou.
   A estudante de jornalismo Milena Caetano se sensibilizou com o filme de Bozon e disse que pretende acompanhar todos os filmes do festival. “Achei interessante a quebra que o diretor fez em relação aos filmes de guerra porque ele colocou um pouco do meio cômico através de intervenções musicais no meio da história. Isso fez com que o filme não ficasse monótono e triste como os outros que tratam da guerra”. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Espetáculo “La Vie en Rose?” leva o público a refletir sobre questões existenciais

Resgatar lembranças e cenas do cotidiano foi o principal objetivo do espetáculo de dança contemporânea “La Vie en Rose?”. No último dia 30, os onze bailarinos da Companhia de Dança de Diadema se apresentaram na sala de teatro do SESC Santo André, sob a direção de Ana Bottosso

A obra criada pela brasileira Denise Namura e pelo alemão Michael Bugdahn foi incluída na programação de eventos do Ano da França no Brasil, já que os dois coreógrafos vivem há mais de 30 anos na França. “Esta criação é uma verdadeira mescla da cultura dos dois países. Músicas francesas e brasileiras se misturam e se confundem o tempo todo. Quanto à parte de movimentação, nós, bailarinos brasileiros, fomos contagiados por um novo estilo gestual, cheio de mímicas, muito intimista e minimalista”, explicou a bailarina e diretora da Companhia, Ana Bottosso.
Foto Reinaldo Canato / Entrelinhas    Desde o início da apresentação, fica claro o porquê de um ponto de interrogação no título. Os bailarinos, todos vestidos com calças escuras e blusas nos tons pastéis, chamam o público para a reflexão sobre cenas do cotidiano. A música La Vie en Rose, de Edith Piaf, interpretada pela cantora Grace Jones, completa o ambiente. “No dia a dia do ser humano nem sempre tudo é cor de rosa, todos nós sabemos disso. Queremos que as pessoas reflitam sobre esta questão, sem perder a esperança de alcançar um dia os seus objetivos”,comentou Manuela Fadul, bailarina e ensaiadora da Companhia de Dança.
   Dentre os temas abordados durante a coreografia, se destaca a noção de tempo. Uma frase lançada por uma voz serena diz: “podemos viver a vida toda num dia só, mas o que fazer com o resto do tempo?”. Uma crítica ao ritmo de vida acelerado das pessoas que vivem em grandes cidades. As músicas mudam de tom. Os movimentos ficam mais bruscos. A agitação e a correria tomam conta do palco. Os bailarinos, que até então trabalhavam com os pés colados no chão, usam e abusam dos saltos e de figuras acrobáticas. As expressões mudam, o público tem a sensação de viver um momento de angústia e desespero. “Eu achei a interpretação dos bailarinos formidável. De uma cena a outra, passamos da felicidade à tristeza e vice e versa”, opinou a diretora da Aliança Francesa do Grande ABC, Gertrudes Bertinet.
   O espetáculo é encerrado num tom bastante positivo. Na última cena, os personagens que durante toda a obra buscam a felicidade parecem encontrar o seu caminho. Seguem andando até que a música termine e param somente para agradecer a platéia, que aplaude de pé. “Adorei”, disse Aparecida, “a gente tem que saber direcionar a vida pras coisas boas”, acrescentou a secretária aposentada.
   Esta foi a décima apresentação da Companhia de Dança desde a estreia em julho deste ano no SESC Ipiranga. A diretora, Ana Bottosso, confessa que o Ano da França no Brasil trouxe mais visibilidade para o espetáculo.
   O SESC Santo André terminará a programação especial para o Ano da França no Brasil com um concerto de música erudita inspirado em obras de compositores franceses como Maurice Ravel ou Claude Debussy, no dia 15 de novembro, às 11h / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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França é o país homenageado na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre

Um por todos e todos por um. Foi com o lema de “Os três mosqueteiros”, do escritor francês Alexandre Dumas, e em clima de coletivismo que a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) deu início à 55ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, que começou no último dia 30 – evento já consagrado como patrimônio histórico cultural da cidade e maior evento literário a céu aberto da América Latina. País homenageado durante o evento deste ano, a França foi exaltada na solenidade pela sua contribuição cultural e pela importância das atividades organizadas junto à CRL.
   “A França, como seus mosqueteiros, nos inspira a viver emoções e aventuras em defesa de uma boa causa. Sejamos nós também defensores da causa da literatura”, afirmou o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro. Para ele, é uma satisfação aproximar Brasil e França em torno de trocas culturais, intercâmbios no mercado editorial e promover um grande encontro entre os amigos do livro. “Esse não é um trabalho de indivíduos, mas de coletivos, e requer a articulação de muitas parcerias”.
   Adido Cultural da França no Brasil, Ronan Prigent afirmou que a homenagem realizada esse ano pode trazer outro olhar sobre a França para o Brasil, focado nos aspectos mais reais e menos míticos sobre a cultura francesa. “Nosso projeto é testemunhar o que é a França nas suas fraquezas e nas suas forças”. Ele, que já participou de inúmeras edições do evento gaúcho, tem em 2009 uma atuação especial. Ronan, dito Emmanuel Tugny, lança este ano o seu sexto romance, Morrer como Corbière, no qual percorre a vida de Tristan Corbière, o autor de Amores amarelos, arquétipo do “poeta maldito”.
Foto Fernando Gomes / Entrelinhas    A partir de uma parceria estabelecida entre a CRL e entidades relacionadas à França, o público tem acesso a debates, lançamentos de obras e atividades culturais francofônicas. Como o lançamento de livros de autores inéditos no Brasil, um simpósio sobre o Brasil na visão de seis intelectuais franceses, um sarau com obras de 19 poetas, apresentações artísticas e ciclo de cinema, além de um seminário para alinhavar negociações entre os países. Na Praça da Alfândega, um estande apresenta uma mostra da vida cultural francesa. No local, podem ser encontrados livros, revistas, material audiovisual, além da exposição dos 100 títulos lançados pelo Ano da França no Brasil.
   Uma das atividades mais aguardadas é o evento O Brasil no imaginário francês, no qual os franceses Michel Maffesoli (Sorbonne), Stephane Hugon (Sorbonne), Patrick Tacussel (Montpellier), Patrick Watier (Estrasburgo), Pierre Le Quéau (Grenoble) e Martine Xiberras (Montpellier) debatem sua visão sobre a cultura brasileira, no dia 5 de novembro, às 17h, no Auditório Barbosa Lessa (CCCEV). Mediados pelo jornalista, professor e escritor Juremir Machado da Silva, os intelectuais refletem sobre a relação entre as sociedades brasileira e francesa.
   Como não poderia deixar de ser, em um país com tradição literária secular, as atividades com escritores são um dos pontos altos da programação do Ano da França no Brasil, conforme o responsável pela programação na Embaixada da França, Jeremie Desjardins. Os autores são trazidos por um projeto da própria embaixada chamado Caravana dos Autores Franceses, que leva os escritores para participarem de eventos literários em diversos locais do país. Em junho, os franceses estiveram na Festa Literária Internacional de Paraty, em setembro na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, e em outubro no Festival de Quadrinhos, em Belo Horizonte. A última e maior caravana de todas é a da Feira do Livro de Porto Alegre, com a presença de 15 autores.
   Em função de já terem editoras brasileiras, os lançamentos das obras desses autores ocorrem durante a Feira do Livro, sendo que as publicações ficam em exposição no estande da França. As traduções são feitas no âmbito de outro projeto da Embaixada, que é a conexão de franceses traduzidos para o português em 100 títulos chancelados pelo Ano da França no Brasil. Os títulos dessa coleção são relacionados com história, economia, sociologia, filosofia, psicanálise, relações internacionais, além de atlas e dicionários. Ao todo, são 40 editoras brasileiras de portes variados.
   Como parte das atividades, acontece ainda o Ciclo Francês de Ciências Humanas, sempre às 19h, no Átrio do Santander Cultural. Participam grandes pensadores contemporâneos. São eles: os historiadores François Dosse (dia 7) e Serge Gruzinsky (dia 9); os filósofos Jean-Pierre Faye (dia 12) e François Julien – que juntamente com Bertrand Badie, especialista em relações internacionais, participa de evento no dia 6 –, além do escritor e ensaísta Olivier Mongin (dia 14). De 6 a 8 de novembro, na Sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, editores da área de Ciências Humanas franceses e brasileiros realizam encontro para promover um intercâmbio entre os países e alinhavar negociações. De 31 de outubro a 15 de novembro, dança, poesia, leitura de livros, música e teatro enchem as noites do Auditório Barbosa Lessa (Centro Cultural CEEE Erico Verissimo). É a volta dos já tradicionais saraus da Feira, com início sempre às 20h30min. Entre os destaques do mundo das artes cênicas, está Os últimos gigantes (dia 7), da Companhia de Teatro Détours, que, numa orquestração entre música e texto, apresenta um explorador que provoca, contra sua vontade, a destruição do que descobriu. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Curta Cinema 2009 se veste de azul, branco e vermelho no Ano da França no Brasil

Abertura do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro reúne 200 convidados no Odeon

O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro ganhou este ano uma tonalidade francesa, em homenagem ao Ano da França no Brasil. Patrocinado há 13 anos pela Petrobras, é o maior festival competitivo de curtas-metragens do Brasil. O Curta Cinema 2009 recebeu no total 3.558 inscrições, sendo 764 nacionais e 2.794 internacionais. O festival, que vai de 30 de outubro a 9 de novembro, foi aberto oficialmente no dia 29 no cinema Odeon, no Centro do Rio. Somente para convidados, a sessão de abertura teve a projeção de cinco curtas, três franceses e dois brasileiros.
   “Todo ano tem um país convidado. Por conta do Ano da França no Brasil, a França foi o país convidado em 2009. Este ano, além dos destaques Competição Nacional (41 curtas) e Competição Internacional (49, de 23 países diferentes), incluímos em nossa programação o Foco França, que apresenta seis programas de curtas”, declarou Aílton Franco Júnior, o diretor do festival. “De qualquer forma, a França sempre esteve presente no festival. Afinal, é o maior produtor de curtas do mundo”, ressaltou, antes de tecer elogios à iniciativa do Ano da França no Brasil. “Acho muito bom esse intercâmbio entre Brasil e França. Contribui para estreitar ainda mais os laços existentes entre os dois países”, opinou.
Foto: Guilherme Gonçalves    “A iniciativa é muito interessante, por permitir uma troca enriquecedora para os dois lados”, concordou Felipe Cataldo, o jovem diretor do curta “Monocelular”, que será apresentado durante o festival. “Sou um fã assumido do cinema francês dos anos 50 e 60. Gosto particularmente dos diretores da Nouvelle Vague, como Jean-Luc Godard, François Truffaut ou Eric Rohmer”, entregou. O produtor de curtas francês Olivier Chantriaux, membro do júri da Competição Nacional, também elogiou o Ano da França. “É maravilhoso, pois permite divulgar autores e criadores dos dois países”, afirmou.
   Na cerimônia de abertura, um casal de atores subiu ao palco do Odeon para apresentar o Curta Cinema 2009. Um vídeo da Petrobras foi exibido. Aílton Franco Júnior pronunciou em seguida um discurso de agradecimento aos patrocinadores, e ressaltou o apoio do consulado francês.
   A exibição de curtas começou com “Copacabana Beach”, da artista plástica francesa Vivian Ostrovski, “L’Ecole des Facteurs” (Escola dos Carteiros), do famoso humorista francês Jacques Tati, e dois filmes dedicados aos índios: “L’Amazone” (Amazônia), uma produção franco-brasileira, e “A História do Monstro Kapty”. Previsto na programação, o curta “Estação da Carioca”, de Jô Serfaty, não pôde ser projetado por problemas técnicos. A sessão foi encerrada com “Um Olhar em Segredo”, de Arthur Omar, homenageado este ano pelo festival, que estava presente na abertura.
   Segundo Aílton Franco Júnior, o objetivo do festival é tornar acessível a todos uma produção que costuma encontrar certa dificuldade para se mostrar no mercado. “A idéia é divulgar obras nacionais e internacionais de pouca visibilidade, principalmente para o público jovem”, explicou o diretor, lembrando que a entrada é franca. Para Felipe Cataldo, o cinema francês é pouco conhecido por aqui. “Os filmes franceses têm um público restrito, ao contrário das produções norte-americanas”, lamentou.
   No entanto, a julgar pela reação do público, “L’Ecole des Facteurs” pode ajudar a quebrar este tabu. O curta de Tati foi o mais aplaudido da sessão de abertura. “Adorei. Foi o melhor dos cinco. Tati é um gênio”, entusiasmou-se a produtora cultural Vânia Maria Guarise. “Eu gostei mais do Amazônia, pela visão diferente do espaço, dos rios”, declarou, por sua vez, a estudante Raíssa Monteiro de Souza.
   Serviço: Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro / De 30 de outubro a 9 de novembro
Abertura: 29 de outubro, às 20h30 / Local: Odeon Petrobras / Pça. Floriano, 7 / Entrada livre

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Ano da França no Brasil promove a Mostra de Cinema da África Francófona em Salvador

A maior mostra de cinema africano já realizada no País segue até 4 de novembro

A relação triangular e única entre França, Brasil e África saltou para a tela do cinema e será objeto de estudos e debates durante a “Mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona: olhares em reconstrução e identidades reinventadas”, que foi aberto no dia 27 de outubro e segue até 4 de novembro, em Salvador. O festival, que exibirá 50 filmes e é considerado a maior mostra de cinema africano já realizada no País, integra a programação oficial do Ano da França no Brasil.
   Segundo enfatiza sua curadora, Amaranta César, o evento “pretende apresentar à Bahia o traçado histórico do cinema africano francófono, dessa cinematografia que é considerada a mais jovem cinematografia do mundo, tentando tornar visível a maneira como a África e o cinema se reinventam, um através do outro”.
   A apropriação da linguagem cinematográfica para discutir questões de identidade e diversidade está no cerne das motivações de Amaranta para levar a termo este festival, cuja ideia já vinha sendo gestada desde 2000, quando a curadora teve acesso a muitos desses filmes durante seu doutorado na França. “O cinema africano nasceu de maneira tardia, devido aos interditos da colonização francesa, e é marcado pela necessidade de os povos africanos de construírem suas próprias representações de si mesmos, de descolonizar as imagens da África, e pela reconquista do direito a contar suas próprias histórias. A partir daí, surge uma outra África, um outro cinema e uma outra França”.
   A mostra, aberta ao público, apresentará filmes de nove países em cinco salas de exibição espalhadas pela cidade e, após cada sessão de filme, acontece uma análise crítica conferida por pesquisadores da área. Em sua programação, o evento conta ainda com mesas redondas e duas “Lições de Cinema” com os cineastas africanos Med Hondo e Samba Félix Ndiaye, que também exibirão seus filmes na programação.
   A curadora ressalta a importância do Ano da França no Brasil para a realização deste projeto: “As obras apresentadas são inéditas ao público baiano e só foi possível a sua vinda com a colaboração do Ano da França no Brasil, que nos facilitou o empréstimo das obras, nos garantiu transporte, apoio logístico e financeiro importantíssimo sem o qual não faríamos este evento”, pontua.
   Durante sua fala na abertura da “Mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona: olhares em reconstrução e identidades reinventadas”, a adida cultural da França na Bahia, Irène Kirsch, demonstrou a adequação de intenções entre o evento e o Ano da França no Brasil. “A França que queremos mostrar aos brasileiros durante este ano é uma França moderna, que vai para além do vinho, do perfume e da baguete que todos conhecem. Queremos dar a conhecer a França da diversidade, e este festival encarna esta França e as influências que recebeu, está recebendo e vai receber da África”.
   Para o diretor geral da Aliança Francesa de Salvador, Bruno Peyrefitte, o fato de a mostra estar inscrita no contexto do Ano da França no Brasil só reforça os aspectos positivos de ambos os eventos: “Isto abre a janela para aspectos importantes da cultura francesa que só se exprime fora da França. A África francófona já havia ocupado seu espaço na música, na literatura e o cinema agora expressa um espaço artístico muito importante e que não se beneficia da indústria formal”, observou.
   A mostra é produzida pelo Tabuleiro das Baianas Cinema e Vídeo. É uma realização do Ano da França no Brasil, CulturesFrance, Aliança Francesa de Salvador e Secretaria de Cultura da Bahia. / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Memorial do Imigrante apresenta exposição especial sobre a França
Evento integra calendário oficial do Ano da França no Brasil e fica em cartaz até 15 de novembro
Foto Reinaldo Canato / Entrelinhas

Por sua condição geográfica privilegiada na Europa por e seu passado como potência colonial, a França é um país de trajetória secular na questão da imigração. Por esse fator e em ocasião do Ano da França no Brasil, o Memorial do Imigrante, em São Paulo, apresenta, até o dia 15 de novembro, a exposição “A Imigração na França: Pontos de Referência”.
   A exposição, que na França se intitulou “Repères” (“Referências”) foi criada e instalada na Cité Nationale d’Historie de l’Immigration e tem como objetivo divulgar e reconhecer a história da imigração na França a partir do século XIX sob a visão da arte contemporânea. Ao total, o Memorial disponibiliza uma área de 1.100 m² dividida em oito capítulos, em um percurso temático que conta histórias individuais e que envolveram toda a sociedade francesa.
   “Para que essa exposição fosse viabilizada, o Ano da França no Brasil foi fundamental. Quando decidimos participar do calendário oficial, pensamos inicialmente em construir uma exposição sobre a presença francesa em São Paulo. Mas como tínhamos excelentes contatos com a Cité Nationale d’Histoire, eles nos ofereceram essa exposição. Apoiamos a idéia não só pelo fato de ela tratar da imigração de uma forma mais artística, mas por ser um país que vive atualmente um problema sério em relação a esse tema”, afirmou a coordenadora de projetos do Memorial, Soraya Moura.
   A exposição “A imigração na França: Pontos de Referência”é organizada pela Associação de Amigos do Memorial do Imigrante e pela Cité Nationale d’Histoire de l’Immigration. Conta com o apoio de Accor, Air France, Areva, Caixa Seguros, CNP, Dassault, EADS, GDF-Suez, Alstom, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, CCFB, Saint-Gobain, Safran, DCNS, Thales, Vallourec, Governo Federal do Brasil e República Francesa.

Memorial do imigrante: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca - São Paulo - SP - 11-2692-1866  (Próximo à estação Bresser do metrô - linha Leste-Oeste) / www.memorialdoimigrante.org.br / http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

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Ballet de Preljocaj na Temporada de Dança do Teatro Alfa.

Ballet Preljocaj / Blanche Neige / Coreografia e direção geral de Angelin Preljocaj / Música de Gustav Mahler – Figurinos de Jean-Paul Gaultier / Apenas três apresentações de 6 a 8 de novembro

A nova criação de Angelin Preljocaj para a companhia que leva seu nome, estreou em setembro de 2008 na Bienal da Dança de Lyon, inspirada no conto de fadas Branca de Neve, dos Irmãos Grimm. Blanche Neige é um grande ballet, romântico e contemporâneo, em que 26 bailarinos dançam o mais belos trechos das músicas de Gustav Mahler, com figurinos de Jean Paul Gaultier e cenografia de Thierry Leproust. O espetáculo que faz parte do Ano da França no Brasil será apresentado nos dias 6, 7 e 8 de novembro dentro da Temporada de Dança 2009 do Teatro Alfa.
   “Eu tinha um grande desejo de contar uma história, oferecendo algo mágico e encantado. Sem dúvida buscando evitar o rotineiro. E também porque, como todos, eu adoro histórias. Segui a versão dos Irmãos Grimm com apenas algumas variações, baseadas nas minhas interpretações dos símbolos do conto. Bettelheim descreve o conto Branca de Neve como um édipo reverso. A madastra é sem dúvida a personagem central do conto. Por meio dela examinei a sua determinação narcisista de não desistir da sedução e de seu papel como mulher, ainda que isso signifique sacrificar sua enteada. A compreensão dos signos pertence aos adultos assim como às crianças: é para todos; e é por isso que eu gosto dos contos de fadas”, diz Preljocaj.
   Angelin Preljocaj, coreógrafo francês de ascendência albanesa, criou a "Compagnie Preljocaj“, em 1984, estabelecendo sua sede no norte da França. Em 1989, a companhia é distinguida com o status de Centro Coreográfico Nacional de Champigny-sur-Marne e du Val de Marne. É o início de uma longa aventura.
   Rapidamente, o trabalho de Preljocaj e de sua companhia atraem os iniciados e o mundo da dança. Fala-se muito de suas coreografias e o grande público também o descobre com inacreditável rapidez.
   Sem dúvida é com Romeu e Julieta, em 1990, que seu trabalho alcança maior repercussão: sua releitura do balé emociona e o sucesso marca a feliz colaboração entre o coreógrafo e a estética de Enki Bilal desenhista e roteirista, fetiche do desenho animado francês, de renome internacional, que assina os cenários do espetáculo.
   Em 1996, a Companhia deixa o norte da França e instala-se no sul, em Aix-en-Provence. Artísticamente, adota a denominação de "Ballet Prejlocaj".
   Preljocaj criou Blanche Neige, um balé popular, um romântico moderno, de linguagem contemporânea - uma dança fluída, um rigor e uma energia nos movimentos que subjugam. Um conto de fadas com a bela música de Mahler, figurinos de Jean Paul Gaultier, cenários bem resolvidos e um excelente elenco. Um espetáculo grandioso.
   A turnê de Blanche Neige passa por Belo Horizonte, dias 1 e 2 de novembro, São Paulo, de 6 a 8 de novembro e termina no Rio de Janeiro de 13 a 15 de novembro.
   Ficha Técnica: BALLET PRELJOCAJ - BLANCHE NEIGE / Coreografia para 26 bailarinos / Criação de 2008 / Direção Artística e coreografia Angelin Preljocaj / Música Gustav Mahler / Música complementar 79 D / Figurinos Jean Paul Gaultier / Cenários Thierry Leproust / Iluminação Patrick Riou / Assistentes de iluminação Cécile Giovansili e Sébastien Dué / Bailarinos - Branca de Neve: Nagisa Shirai / Príncipe: Sergio Diaz / Rainha: Céline Galli / Rei: Sébastien Durand / Mãe: Gaëlle Chappaz / Gatos-Gárgulas: Emilie Lalande & Yurie Tsugawa / Corpo de baile: Sergio Amoros Aparicio, Virginie Caussin, Aurélien Charrier, Damien Chevron, Fabrizio Clemente, Baptiste Coissieu, Carlos Ferreira da Silva, Natacha Grimaud, Emma Gustafsson, Caroline Jaubert, Jean-Charles Jousni, Céline Marié, Lorena O'Neill, Fran Sanchez, Charlotte Siepiora, Patrizia Telleschi, Julien Thibault, Liam Warren, Nicolas Zemmour / Assistente de direção artística Youri Van den Bosch / Assistente ensaiador Claudia De Smet / Coreólogo Dany Lévêque / Consultor para acrobacias verticais Alexandre del Perugia / Execução do cenário Atelier Atento / Execução do figurino Les Ateliers du Costume / Espetáculo criado em residência no Grand Théâtre de Provence, Aix-en-Provence / Coprodução Biennale de la danse de Lyon / Conseil Général du Rhône, Théâtre National de Chaillot (Paris), Grand Théâtre de Provence (Aix-en-Provence), Staatsballet Berlin (Alemanha) / Agradecimento a Jean Paul Gaultier / Coreografia premiada por Globes de Cristal 2009
   O Ballet Preljocaj é subvencionado pelo Ministério Francês da Cultura e da Comunicação – DRAC PACA, região Provence-Alpes-Côte d’Azur, Departamento Bouches-du-Rhône, comunidade de Pays d’Aix e cidade de Aix-en-Provence. Recebe apoio do Groupe Partouche - Casino Municipal d’Aix-Thermal para o desenvolvimento de seus projetos e de CULTURESFRANCE - Ministère des Affaires étrangères para algumas turnês no exterior.
   Ballet Preljocaj faz parte do França BR 2009 - Ano da França no Brasil, Consulado Geral da França e CulturesFrance. Transportadora oficial: Air France. Transportadora nacional oficial: GOL Linhas Aéreas Inteligentes
   Serviço: BALLET PRELJOCAJ em BLANCHE NEIGE no TEATRO ALFA - De 6 a 8 de novembro de 2009 / sexta, 21h30 | sábado, 21h / domingo, 18h |Preços: Setor I – R$ 150,00; Setor II - R$ 120,00; Setor III – R$ 80,00 e Setor IV - R$ 50,00 / local: Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – tel. 5693.4000) / Lotação: 1110 lugares / Duração: 1h50 / Classificação etária: 12 anos / Estacionamento: Valet = R$ 20,00 - Self = R$ 12,00 / Como Comprar:Os ingressos dos espetáculos promovidos pelo Instituto Alfa de Cultura no Teatro Alfa estarão à venda sempre com 15 dias de antecedência / Por Telefone: 5693-4000 e 0300-789-3377 (Serviço exclusivo do Teatro Alfa) / Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard e Diners Club), de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 17h. Em dias de eventos até 1 (uma) hora antes do início dos mesmos. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo / Ingresso Rápido - 4003.1212 – www.ingressorapido.com.br / Pessoalmente - Bilheteria do Teatro Alfa: Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro, de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 18h. Em dias de eventos até o início dos mesmos / Temporada de Dança Teatro Alfa 2009 tem o patrocínio do Banco Alfa / Apoios: Deutsche Bank, WestLB, Governo federal - Ministério da Cultura, Prefeitura do Município de São Paulo / www.teatroalfa.com.br

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Galpão “Till, a saga de um herói torto" retoma suas origens de teatro de rua

Espetáculo já reuniu mais de 55 mil pessoas em Minas Gerais e Rio de Janeiro

O Galpão retoma suas origens de teatro de rua e estreia “Till, a saga de um herói torto”. A peça foi escolhida a partir da montagem de quatro cenas realizadas em março deste ano e dirigidas por integrantes do Grupo. O campeão de preferência nas opiniões enviadas pelas pessoas que assistiram à apresentação das cenas foi a montagem realizada a partir do texto “Till Eulenspiegel”, de Luís Alberto de Abreu. Seu universo marcado pela cultura popular da Idade Média já era também um dos prediletos entre os atores do Galpão por seu caráter eminentemente popular e sua linguagem de teatro narrativo, de grande comunicação com o público.
   Coerente com uma trajetória de permanente troca com o público, o Galpão convidou os interessados para acompanhar a construção do novo espetáculo de dentro do processo de montagem, realizando diversos ensaios abertos na sede do Grupo e no Galpão Cine Horto.
   Com direção de Júlio Maciel, cenário e figurinos de Márcio Medina e direção musical de Ernani Maletta, o espetáculo representa a volta do Grupo Galpão ao teatro de rua e suas formas de representação popular. Para o Grupo, a rua é um espaço importante para a democratização da arte e do teatro. “Ela nos traz desafios de como apresentar o espetáculo para um público amplo e sem restrições de idade, classe social ou formação intelectual. Isso tem reflexos em todos os elementos de criação, como a dramaturgia, a cenografia, os figurinos e a música”, afirma Eduardo Moreira, integrante do Galpão.
   Este é o quarto espetáculo com direção de integrantes do Grupo. O primeiro foi "Foi por Amor", com direção de Antonio Edson, em 1987. Dez anos depois, já em 1997, Eduardo Moreira dirigiu "Um Molière Imaginário". A última peça com direção interna foi "Um Trem chamado desejo", no ano de 2000, direção de Chico Pelúcio.
   ‘Till’ em números - Este é o 8º espetáculo de rua do Grupo e 4º espetáculo com direção interna / Foram confeccionados 31 figurinos / Mais de 55 mil pessoas já assistiram Till / Aproximadamente 10 mil pessoas no Rio, foram conferir o Grupo em 6 apresentações do espetáculo / Em Minas, além de Belo Horizonte, o Galpão se apresentou em outras 12 cidades, pela Turnê Minas e a convite dos festivais de inverno.

   Ficha técnica - ELENCO/PERSONAGENS Antonio Edson (Borromeu / Povo / Anão) Arildo de Barros (Parteira / Juiz / Camponês / Carrasco / Padre / Miserável) Beto Franco (Parteira / Português / Padre / Camponês / Miserável) Chico Pelúcio (Demônio / Camponês / Voz do Soldado) Eduardo Moreira (Doroteu / Povo) Inês Peixoto (Till) Lydia Del Picchia (Parteira / Consciência / Cozinheira / Menino) Simone Ordones (Alceu / Povo) Teuda Bara (Mãe / Miserável) / EQUIPE TÉCNICA - Direção: Júlio Maciel / Texto: Luís Alberto de Abreu / Cenografia e Figurino: Márcio Medina / Direção musical - arranjos, adaptações e composições: Ernani Maletta / Preparação corporal para cena: Joaquim Elias / Iluminação: Alexandre Galvão, Wladimir Medeiros / Caracterização: Mona Magalhães / Adereços: Luiza Horta, Marney Heitmann, Raimundo Bento / Sonorização: Alexandre Galvão / Cenotécnica e contra-regragem: Helvécio Izabel / Assistente de figurino: Paulo André / Assistentes de cenografia: Poliana Espírito Santo, Amanda Gomes / Preparação vocal: Babaya / Técnica de Pilates: Waneska Carvalho / Construção do palco: Tecnometal / Ajudante de cenotécnica: Nilson Santos / Costureiras: Taires Scatolin, Idaléia Dias / Fotos: Guto Muniz / Projeto gráfico: Lápis Raro / Consultoria de planejamento: Romulo Avelar / Assessoria de planejamento: Ana Amélia Arantes / Assessoria de comunicação: Paula Senna / Estagiários de comunicação: Ana Alyce Ly e João Luis Santos / Consultoria de patrocínio: Mauro Maya / Assistente de produção: Anna Paula Paiva / Produção executiva: Beatriz Radicchi / Direção de produção: Gilma Oliveira / Produção: Grupo Galpão / Patrocínio: Petrobras

   Grupo Galpão - Paula Senna – 31.3463.9186 e 31.9224.4861
www.grupogalpao.com.br

Foto: divulgação

Till, a saga de um herói torto
Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e a fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga cheia de presepadas e velhacarias.
   Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem que tem parentesco com outros tipos de várias culturas, por exemplo, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou ao ibérico Pedro Malasartes.
   Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a redenção, sonhando alcançar as torres de Jerusalém e salvar o Santo Sepulcro das mãos dos infiéis.
   Num mundo em que é cada vez mais marcante a presença dos excluídos e dos desprovidos de qualquer suporte material, a parábola das aventuras do anti-herói Till Eulenspiegel torna-se de uma atualidade inquietante.
   A comédia popular está presente de forma muito marcante em vários espetáculos do Galpão, especialmente em “A Comédia da Esposa Muda”, “Um Molière Imaginário” e “Um Trem Chamado Desejo”.
   Música - A direção musical do espetáculo é assinada por Ernani Maletta, que trabalha com o Grupo desde 1994.
   A trilha sonora, composta por 12 canções, possui temas variados, marcados por músicas do cineasta e músico sérvio Emir Kusturica, composições próprias e cantigas de roda. “O espetáculo tem uma unidade sonora que é a combinação de duas fontes que nos guiaram desde o início, a sonoridade que as músicas do Kusturica têm, mais rasgada, mais metálica, mais jocosa, e a música medieval, que possui alguns intervalos sonoros característicos, que tem uma estrutura particular”, informou Maletta.
   As cantigas de roda foram reconstruídas e ganharam uma sonoridade semelhante às músicas medievais e as do Kusturica, preservando a originalidade das mesmas.
   Nesta nova montagem, Ernani Maletta introduziu ao Grupo uma nova metodologia de trabalho: “Transformo a estrutura rítmica da frase musical numa estrutura poética, para que eles, memorizando a poesia, memorizem também a estrutura rítmica da música. Com isso, consegui um resultado musical acima da média, independentemente dos atores não serem profissionais da música.”
   Iniciação ao “bufão” - Especialmente para a nova montagem, o Galpão participou de um workshop sobre “bufões” com o preparador corporal Joaquim Elias, estudioso do assunto. “O universo de TILL está repleto desses tipos bufonescos, mendigos, cegos, deficientes do físico e da moral. Ele próprio - o Till - é uma dessas inúmeras manifestações de arquétipo do bufão”, ressaltou Elias.
   Além disso, desde março, três vezes por semana, o preparador trabalha com o grupo exercícios de respiração, soltura das articulações, jogos de rítmica corporal e interação grupal.
   Figurino - Foram confeccionados 31 figurinos em um ateliê especialmente montado para o espetáculo, composto por duas costureiras, uma modelista e três aderecistas. Além disso, a equipe contou com a ajuda dos alunos do Núcleo de Pesquisa em Figurino do Galpão Cine Horto. Quem assina a assistência de figurino é o ator Paulo André, um dos integrantes do Grupo Galpão.
   Para remeter ao período medieval na Alemanha, os tecidos usados são artesanais, de fibras naturais e foram tingidos à mão. Todo o material é reciclado. Fazem parte das roupas também panos de saco de chão usados, coletados nas residências da equipe do Galpão e tecidos de figurinos de espetáculos anteriores que não são mais usados. As roupas passaram também por um processo de envelhecimento. Como os atores interpretam vários personagens, cada um possui um macacão base e o material é leve, para facilitar seus movimentos.
   Segundo Márcio Medina, o figurino possui uma dose de humor misturado com o grotesco. “Tivemos uma influência do pintor flamengo Hieronymus Bosch. Em suas obras encontramos figuras estranhas, bicho comendo gente, gente comendo bicho, ele tem um pouco desse universo e nós nos inspiramos nele tanto cromaticamente, como nas formas”, afirmou.
   Os adereços têm um papel fundamental no figurino. Cada personagem possui um que caracteriza a sua personalidade. Para a confecção deles foram usados materiais rústicos, como panelas, galhos de árvores, ferragens, borracha, entre outros.
   Cenário - Com um palco ao ar livre de dez metros de comprimento por sete de largura, o cenário está em harmonia com o figurino, com materiais recicláveis e objetos rústicos.
   Carrinhos de mão comprados em mercados tradicionais da cidade são usados como palco praticáveis. Márcio Medina lembra que a história de Till está sempre ligada à venda e esses carrinhos criam esse efeito de mercadoria, além de dar mobilidade aos atores. Outro objeto do cenário que pode ser visto nas ruas de Belo Horizonte e que está sendo usado em contexto diferente na montagem, é a vassoura usada pelos garis da Prefeitura.
   Para ter um público mais próximo do espetáculo, Márcio Medina optou por um palco horizontal e com profundidade menor, que possui um fundo falso, uma espécie de coxia, além de vários alçapões, de onde os atores entram e saem de cena.
   Parceria Petrobras - O oferecimento de um espetáculo de montagem tão cuidadosa e complexa como “Till, a saga de um herói torto”, gratuitamente para o público, é possibilitado pela parceria da Petrobras, patrocinadora exclusiva do Grupo Galpão desde o ano 2000.
   A Petrobras é patrocinadora exclusiva do Grupo Galpão.

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Imprensa Oficial lança “O Quadrado Amarelo”, livro de ensaios de Alberto da Costa e Silva

Neste livro, Alberto da Costa e Silva reúne textos sobre literatura, poesia, artes plásticas destacando escritores, poetas, pintores e escultores brasileiros, latino-americanos e europeus, sendo três desses ensaios sobre a arte africana.

“O quadrado amarelo”, o novo livro do poeta, ensaísta, memorialista, historiador, diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva, reúne ensaios criteriosamente classificados em quatro blocos com os sugestivos títulos: Formas de olhar, Modos de ler, Palavra e canto e O dia de ontem, remetendo respectivamente à literatura, pintura e poesia, e por último, às suas evocações mais recentes de lugares em que viveu. O nome do livro foi inspirado no quadro “Apologética do quadrado amarelo”, que o autor ganhou de presente do pintor e amigo Waldemar da Costa, em 1961.
    O lançamento em São Paulo foi no dia 24 de outubro, na Pinacoteca do Estado. Nesse mesmo dia, foi lançado o livro “Mapas de um mundo”, de Feres Lourenço Khoury, artista plástico, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e da Faculdade de Design de Moda Santa Marcelina.

Na diversificada iconografia de “O quadrado amarelo”, encontramos desenhos feitos pelo próprio autor. “Herdei de meu pai um traço fácil, mas nunca fui desenhista. Desenhei durante minha vida toda;era quando repousava do leitor infatigável que fui”.
   No primeiro capítulo Formas de olhar, o autor se dedica a obras de artistas plásticos e de renomados colecionadores, abrindo o livro com o ensaio que induziu seu título, baseado em óleo de Waldemar da Costa – “Apologética do quadrado amarelo” –, tela que se destaca pelo encontro perfeito da sensibilidade com a inteligência. “Em qualquer prosa, mesmo a mais árida, sempre há lugar para se por o quadrado amarelo”, escreve referindo-se à “necessária síntese poética”.
   Em Modos de ler, Alberto vai de Guimarães Rosa a Gilberto Freyre, incluindo ensaio sobre a África na literatura brasileira, no qual analisa a obra de Coelho Neto, Jorge de Lima, Adonias Filho entre outros, ressaltando que a presença do negro é uma constante em nossa literatura, mas não o africano. Surpreende mostrando que a África retratada por Castro Alves apoia-se mais no orientalismo romântico francês do que na África de onde partiram os escravos rumo ao Brasil.
   Palavra e canto, já em seu título, traduz o conceito de poesia tal como a entende o escritor. Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos são contemplados, além de Ferreira Gullar, no ensaio Um sonho como pretexto. Ele evoca ainda em Gullar a denúncia que faz o poeta da “distância ou a contradição entre a vida e a fala”.
   O dia de ontem traz suas evocações de quando visitou Lagos, na Nigéria, pela primeira vez. Lagos é cidade que ele continua a ver com o olhar de suas primeiras impressões, embora, posteriormente, tenha servido como embaixador naquele país. A luz de Lisboa retoma uma singular lembrança de Alberto da Costa e Silva, e leva o leitor à sua juventude, apoiado nas aquarelas de Thomaz Ianelli que o fizeram reencontrar, em 2003, visões pictóricas da luz de Lisboa, segundo ele, mais ricas do que as do poeta.
   Destacam-se ainda os ensaios Mestre Dezinho de Valença do Piauí e Uma visão brasileira da escultura tradicional africana, que permitem, como nos demais, a ligação de seus temas por meio de uma indagação que leva ao âmago das artes – seja literatura, pintura ou poesia. Aponta as relações entre a barba de Walt Whitman com o poema “A morte no avião” de Carlos Drummond de Andrade; o parentesco identificável entre Mestre Dezinho do Piauí e o pintor surrealista belga Paul Delvaux; a ligação entre a linguagem de artistas autodidatas e dos que têm formação sistemática e específica – uma concatenação que vai se adensando a partir do mote inicial de que “qualquer que seja o assunto, a extensão e a textura de uma prosa, é preciso nela descobrir o lugar perfeito para um quadrado amarelo”.
   Sobre o autor - Alberto da Costa e Silva nasceu m São Paulo em 1931. Diplomata de carreira, serviu em Lisboa, Caracas, Washington, Madri e Roma, antes de ser embaixador na Nigéria, no Benim, em Portugal, na Colômbia e no Paraguai. É membro da Academia Brasileira de Letras. Estreou em 1953 com O parque e outros poemas. Publicou depois sete livros de poesia. Seus Poemas reunidos foram editados em 2000. Como memorialista, escreveu Espelho do príncipe (1994) e Invenção do desenho (2007) e, como ensaísta, O pardal na janela (2002) e Das mãos do oleiro (2005). É autor de Castro Alves, um poeta sempre jovem e de oito livros sobre a África e a sua história, entre os quais se destacam A enxada e a lança: a África antes dos portugueses (1992) e A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700 (2003).

   Ficha técnica: O quadrado amarelo / Alberto da Costa e Silva / Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / 248 páginas / R$60,00 / http://livraria.imprensaoficial.com.br

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Livro comemora os 15 anos da travessia Miami-Ilhabela

Os 15 anos da travessia entre Miami a Ilhabela a bordo de dois Hobie Cats 21, rota inicial de uma série de viagens realizadas pelo velejador Beto Pandiani, primeiro navegador a conectar a Antártida à Groelândia em pequenos catamarãs sem cabine. Textos: Beto Pandiani e Xavier Bartaburu Fotografias: André Andrade, Gui von Schmidt e Roberto Linsker

Lançamento, com noite de autógrafos, dia 10 de Novembro, terça-feira, às 19h, na Fnac Pinheiros

Em comemoração pelos 15 anos da primeira expedição capitaneada pelos velejadores Beto Pandiani e Marcus Sulzbacher, que uniu o Trópico de Câncer ao Trópico de Capricórnio, a Terra Virgem Editora lança o livro ENTRETRÓPICOS. O coquetel, com noite de autógrafos, acontece no dia 10 de novembro, às 19h, na Fnac Pinheiros.
   No livro, Beto Pandiani e Marcus Sulzbacher relatam a audaciosa façanha que realizaram ao partir de Miami (EUA) em fevereiro de 1994, até aportarem em Ilhabela (BR) em dezembro do mesmo ano, varando 13.500 quilômetros de mares, rios, recifes e temporais, a bordo de dois catamarãs de 21 pés sem cabine nem motor.
   Um ensaio fotográfico esmerado, textos manuscritos pelo próprio Beto Pandiani e textos narrativos do jornalista Xavier Bartaburu relatam os 289 dias nos quais os velejadores viajaram do Trópico de Câncer ao Trópico de Capricórnio, incluindo, no meio do caminho, 5 mil quilômetros de rios amazônicos - uma sugestão do amigo Amyr Klink. Inspirados pela experiência realizada em 1800 pelo naturalista alemão Alexander von Humboldt, eles queriam comprovar a possibilidade de navegar do Caribe ao Amazonas por dentro do continente conectando as bacias do Orinoco e do Amazonas através do Canal do Casiquiare.

Ao longo de quase 1 ano, os velejadores experimentaram todo tipo de extremos: das profundezas da fenda marítima Tongue of the Ocean com seus 4.500 mil metros, às superficialidades das lâminas de água de 40 cm em Andros, ambos nas Bahamas; de 42ºC no Rio Orinoco (Venezuela) passaram a 6ºC no alto do Pico da Neblina (Brasil); de 40 nós (quase 50 km/hora) na travessia entre Granada e Trinidad aos 7 nós (12 km/hora) nos rios amazônicos.
   Embora o espaço nas embarcações fosse limitado, a tecnologia existente na época permitiu que os velejadores navegassem com o máximo de conforto e segurança possíveis. Dispunham, entre outras coisas, de GPS, laptop, sistema de comunicação via satélite, dessalinizador manual e farto estoque de comida liofilizada.
   Tanto Atlas quanto Foca (como foram batizados os catamarãs) tinham timoneiro fixo: Beto Pandiani num, Marcus Sulzbacher no outro. Ambos os barcos, entretanto, receberiam vários tripulantes ao longo dessa aventura. Alguns quase permanentes, como Gui von Schmidt, chamado a fotografar a aventura e enriquecê-la com sua experiência como viajante dos mares do mundo. O outro era Duncan Ross, um sul-africano campeão de regatas que se juntara ao grupo nas Pequenas Antilhas.
   Em outros trechos, juntariam-se à equipe figuras como Fernando de Almeida; o fotógrafo Roberto Linsker, chamado a organizar e documentar a expedição ao Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil com 3014 metros; André Andrade, responsável pelas fotos no litoral norte brasileiro; além de inúmeros amigos e moradores locais que em diversas ocasiões pegariam caronas curtas na expedição. Durante o tempo em que a Entretrópicos durou, 19 pessoas subiram a bordo dos dois catamarãs.
   A expedição Entretrópicos deu início à pioneira série de viagens e após cinco expedições ao redor do continente americano, o velejador Beto Pandiani completou o circuito que fez dele o primeiro navegador a conectar a Antártida à Groenlândia em pequenos catamarãs sem cabine.
   A publicação tem o apoio institucional da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Lei Rouanet e patrocínio da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba.
   Sobre o autor: O santista Roberto Pandiani, 52 anos, há 15 anos realiza expedições de alto desempenho pelos mais temidos mares do mundo a bordo de catamarã sem cabine. Filho do também velejador italiano Corrado Pandiani, conquistou prêmios nacionais e internacionais e coleciona marcos vitoriosos na história da vela mundial.
   A primeira virada na carreira profissional foi deixar um estágio na Pirelli quando cursava administração na PUC-SP; depois, como empresário do entretenimento no final dos anos 90 deixou a área e assumiu a vela como profissão e negócio, passando a trabalhar exclusivamente com o esporte que é a paixão de sua vida. Durante os anos 80 e 90, Pandiani foi proprietário de diversas casas noturnas que badalaram as noites paulistanas: Singapura, Aeroanta, Clube Base, Olivia e Mr. Fish. Atualmente, tem ministrado palestras sobre planejamento, gerenciamento de risco, superação de resultados e trabalho em equipe para grandes empresas.
   Ficha técnica| Título: Entretópicos - De Miami a Ilhabela a bordo de dois Hobie Cats 21 / Textos: Beto Pandiani e Xavier Bartaburu (texto) / Fotografias: André Andrade, Gui von Schmidt e Roberto Linsker / Editora: Terra Virgem Editora / Gênero: Aventura, Fotografia, Viagem e Narrativas Pessoais / Edição: Bilíngue / Projeto Gráfico: Marcus Sulzbacher e Marcos Kotlhar / Número de páginas: 120 / Número de
imagens: 128 / Preço: R$ 70,00 / Formato: 24 x 24 cm / ISBN: 9788585981532 /www.terravirgem.com.br
  
Serviço: Noite de autógrafos, lançamento do livro / Dia: 10 de novembro de 2009, terça-feira. Horário: 19h00 / Local: Fnac Pinheiros / Praça dos Omáguas, nº 34 / São Paulo - SP

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Quasar em Céu da Boca

A nova coreografia de Henrique Rodovalho

O ponto de partida para a concepção do vigésimo segundo espetáculo da Quasar Cia de Dança foi a curiosidade pelas leis físicas e teorias do universo. Henrique Rodovalho conta que explosões estelares, buracos negros e movimentos gravitacionais serviram como alegorias no processo inicial de criação. “Isso foi só o ponto de partida, porque o que mais interessava era colocar este contexto na construção de uma narrativa maior”, conta o coreógrafo.
Foto: divulgação   Ao longo de dois meses de trabalho, a narrativa desenvolveu-se de forma não-linear desencadeando ações, reações e relações impregnadas de ironia, desejo, frustração. Segundo Rodovalho, Céu na Boca transita entre a densidade e a leveza, com um final que não chega a ser feliz, mas que demonstra contentamento. “Existe uma constatação de que os desencantos são parte da vida e que devemos tirar proveito disso”, revela o coreógrafo.
   A reflexão faz uma breve alusão a outro espetáculo da Quasar Cia de Dança, Por instantes de felicidade (2008), que constata que a felicidade não é propriedade do ser humano. “Mais do que no espetáculo anterior, em Céu na Boca a tentativa de busca por instantes de felicidade se faz necessária — ela acontece”, diz.
   Metáforas e antíteses pontuam a discussão ao longo do espetáculo. O céu é o ideal inatingível e a boca, a realidade palpável. A dualidade aparece também na movimentação que vai de intensa a ausente. “Em alguns momentos as sutilezas são maiores e temos o movimento mais pensado do que executado”, comenta o coreógrafo. Quem acompanha a trajetória da companhia poderá perceber nuances da transformação do estilo fragmentado de movimentação, desenvolvido pelo grupo goiano que influencia intérpretes e que instiga pesquisadores da Dança, em todo o mundo.

  
No palco de atmosfera onírica, a ausência opcional de cenário significa um território que pode ser qualquer lugar, transferindo para a iluminação a construção de tempo/espaço. Os oito bailarinos em cena não representam personagens, são pessoas envolvidas em buscas diversas. Para elas, o figurino de Cássio Brasil representa uma síntese da complexidade do indivíduo, com vários estilos e combinações, em tons sóbrios. Para a trilha sonora, Rodovalho elegeu, pela sonoridade capaz de criar ambientes atuais, músicas eletrônicas contemporâneas e instrumentais reproduzidas pelas big bands há mais de 50 anos em todo o mundo.
   Ficha técnica - Direção Artística: Henrique Rodovalho / Direção Administrativa: Vera Bicalho / Direção de Ensaio: Érica Bearlz / Elenco: Aretha Maciel, Camilo Chapela, Daniel Calvet, Fernando Martins, Henrique Lima, Simone Camargo, Vívian Navega Dias e Valeska Gonçalves. /Coreógrafo: Henrique Rodovalho / Desenho de luz: Henrique Rodovalho / Figurino: Cássio Brasil / Iluminação: Sergio Galvão / Cenotecnia: Mateus Dutra / Professores: Tassiana Stacciarini (clássico), Camilo Chapela (contemporâneo), Giselle Rodrigues - Studio Balance (Pilates) / Assessoria de Fitness: Athletics Sports / Fisioterapia: Studio Balance / Médico Ortopedista: Dr. Samuel Diniz Filho / Nutricionista: Dra. Ana Carolina Quireze / Produção: Ana Paula Mota e Giselle Carvalho / Projetos Internacionais: Larissa Mundim / Comunicação: zeroum comunicação/ Gerência financeira: Rennata Silva/ Serviços Auxiliares: Cleide Carvalho.

   A Quasar Cia de Dança conta com o patrocínio da Petrobras e da Belcar, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultural, e com o apoio da Unimed Goiânia, Adress West Side Hotel, Studio K, Athletics Sports e Studio Balance. / www.quasarciadedanca.com.br

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